Sobre o Pneu

O pneu é praticamente constituído de duas partes: Carcaça e Banda de Rodagem. A carcaça é a estrutura do pneu, sendo constituída de uma ou mais lonas (têxtil, aço ou polímero). É fundamental  fazer uma boa escolha do pneu, para se garantir um desempenho satisfatório.

MATERIAIS UTILIZADOS NA CONSTRUÇÃO DE UM PNEU RADIAL (CARGA)

São usados diferentes tipos de componentes e compostos de borracha para se construir um pneu. A quantidade e tipos de materiais variam de acordo com o tamanho e utilização do pneu.
Como exemplo, vamos listar os valores para um pneu 315/80R22.5, sem câmara, que pesa aproximadamente 62 Kgs.

COMPOSTOS DE BORRACHA

  • BORRACHA NATURAL 18,8 kg 30,5%;
  • BORRACHA SINTÉTICA 3,4 kg 5,6%;
  • BORRACHA BUTÍLICA 1,23 kg 2,0%;
  • OUTROS PRODUTOS (agentes vulcanizantes, retardantes, estabilizantes, negro de fumo, etc) 17,3 kg 28,1%.

COMPONENTES ESTRUTURAIS

  • NÚCLEO DO TALÃO (FIOS AÇO) 8,5 kg 13,8%;
  • NYLON INDUSTRIAL 0,12 kg 0,2%;
  • CABOS DE AÇO, ESPECIAL 12,2 kg.

As principais funções do pneu:

  • Suportar a  carga transportada;
  • Assegurar transmissão de potência;
  • Garantir estabilidade ao veículo;
  • Capacidade de aderência ao solo;
  • Capacidade amortecedora.

A principal função da Banda de Rodagem:

A banda de rodagem é o único elo de ligação entre o veículo e o solo, sua função é proteger a carcaça, proporcionando aderência, tração, frenagem, drenagem e quilometragem.

 

Nomenclatura do Pneu:

1 – Marca
2 – Local de fabricação
3 – Indicador de desgaste (TWI)
4 – 9: DOT ( Fábrica, tipo, período de fabricação, desenho e data fabricação)
10 – Desenho
11 – Construção Radial
12 – Dimensão
13 – Com/sem câmara
14 – Ressulcável
15 – Índice de carga/velocidade
16 – Número de matrícula/série
17 – Lonas de trabalho
18 – Lonas da carcaça
19 – Capacidade de carga máxima “S” e PSI
20 – Capacidade de carga máxima “D” e PSI
21 – Marcação a fogo

 

Tipos de construção do pneu:

DIAGONAL                                                                                   RADIAL

 

 

Radial: Uma ou mais lonas têxteis ou de aço, formando sua lona de corpo e seguindo no sentido de um raio do centro à extremidade de uma circunferência. Possui bloco de cintas independentes da lona de corpo do pneu.

Diagonal: Uma sobreposição de lonas têxteis que saem de um talão e vão até o outro talão passando pelas laterais e banda de rodagem; essas lonas estão orientadas no sentido diagonal ao plano de rolamento do pneu.

Características do Pneu Radial :

  • Desgaste mais lento – Aumento na quilometragem;
  • Diminuição no consumo de combustível;
  • Redução do aquecimento – Não existe fricção entre lonas da carcaça, diminui o        lixamento com o solo e o aço é um excelente condutor de calor;
  • Maior aderência – A área contato pneu/solo é maior e constante;
  • Estabilidade favorecida – Com a redução das deformações da Banda de Rodagem, o pneu segue uma trajetória definida;
  • Menor possibilidade de cortes/furos – Carcaça mais flexível e com uma “alma do aço”.

 

Construção do Pneu Radial

 

Partes Básica do Pneu Radial:

 

DIMENSÃO BÁSICA

 

 

 

 

 

 

Construção do Pneu Diagonal

Característica do Pneu Diagonal:

  • Desgaste mais rápido – Menor quilometragem;
  • Consumo da combustível mais elevado;
  • Aquecimento muito grande – Lixamento com o solo, fricção entre lonas e a má condução de calor do material têxtil;
  • Aderência não muito boa – Menor área de contato pneu/solo, deformações da Banda de Rodagem;
  • Estabilidade prejudicada – Perda da trajetória causada pelas deformações da Banda de Rodagem;
  • Maior possibilidade de cortes/furos – Carcaça rígida e material têxtil.

 

TIPOS DE PNEUS

 

COMPORTAMENTO DO PNEU EM SITUAÇÃO DE FURO

 

Desenhos e aplicações

DIRECIONAL –destinados às rodas livres, aos eixos dianteiros, aos trucks, reboques e carretas. É um desenho no qual os sulcos são longitudinais ,no sentido de rotação dos pneus.

TRAÇÃO – Conhecido como borrachudo, caracteriza por apresentar blocos transversais em relação ao sentido de rotação do pneu. É destinado exclusivamente às posições de tração dos veículos.

MISTO – A  aplicação desses pneus pode ocorrer em qualquer um dos eixos e estará sujeita a outras exigências, como a do tipo de serviço, da topografia do terreno e a necessidade de tração.

FORA DE ESTRADA –  Pneus destinados a veículos empregados  exclusivamente em percursos altamente agressivos, em condições fora de estrada. Ex: ( Mineradoras e pedreiras).

 

A escolha do pneu deve ser feita a partir das características dos cinco diferentes tipos de serviços:

  • Serviço Rodoviário;
  • Serviço Regional;
  • Serviço Urbano;
  • Serviço Misto;
  • Serviço 100% fora de estrada.